Música também faz bem.

15 10 2009

Não, hoje não vou filosofar. Só vim dizer que amanhã faço uma apresentação no “Intervalo Legal” do colégio Módulo e postarei fotos. Quem sabe vídeos também, não?

Fui convidado em cima da hora, por que faltei algumas aulas essa semana para trabalhar – enquanto Danilo, o encarregado da parte cultural do colégio, me procurava para fazer o convite. Juntei pouco mais de meia-dúzia de músicas e chamei de repertório. Vamos ver como eu me saio nessa empreitada.





O Google conhece você.

26 09 2009

Vocês já fizeram a experiência de colocar o seu próprio nome entre aspas na busca do google? Algumas pessoas se assustarão com o fato de existirem muitas referências sobre si mesmo que não eram conhecidas.

No meu caso foram algumas páginas sobre mim. Uns links são relacionados a trabalhos de vídeo que fiz parte na Paperball, outros, entrevistas, até músicas minhas já foram encontradas pela net para serem baixadas. Eu também cheguei a concorrer a melhor ator de filmes amadores pela internet sem saber(pelo filme Júlio César e a Noite Passada).

Este texto é só um prenúncio de um próximo que virá aqui, discutirá e falará, por exemplo, da tecnologia e suas implicações. Só para iniciar a brincadeira: O que vocês acham sobre esses avanços com satélites, google earth e suas tarjas disfarçando regiões de interesse dos EUA, sistema operacional na nuvem, enfim. Há algum perigo nessa evolução toda?





Vamos honrar o dia 7 de setembro!

3 09 2009

Neste dia 7 de setembro ocorrerá por todo o país uma passeata com o intuito de protestar contra essa palhaçada que anda o senado brasileiro. O nome da passeata é “Fora Sarney” e não “Fora senado” por um único motivo. O presidente do senado não é uma pessoa apenas. É um símbolo que, se for quebrado, poderemos fazer muitas mudanças no nosso país. Nós estudantes, ou não, devemos nos unir para fazermos o dia da independência valer de verdade. Por favor, quem ler este texto procure o movimento de sua cidade e junte-se a ele para que tornemos a manifestação mais expressiva. Eu, de Salvador, Bahia, junto-me a outros participantes no bairro da Graça, 7 da manhã, dia 7.

Não encarem com ceticismo e digam que isso não mudará nada. Se for assim, vocês já estarão velhos demais para esse mundo. Precisamos mudar esse ambiente em que vivemos, precisamos torná-lo(ao menos) suportável! Se a expressão desse movimento for grande, ele será levado a sério! SarneyS precisam pagar pelos seus erros como todo mundo.

Obrigado.





Todo enfiado…

28 08 2009

Que baixeza, que sem-vergonha e repugnante SOCIEDADE que torna essa mulher em monstro, num objeto mal-apreciado. Que hipocrisia! Para quem não sabe e deseja entender, assista ao vídeo no youtube da professora que em um momento de diversão fez o que todo mundo gostaria de fazer. Esquecer um pouco dos problemas, dos preconceitos e mais: Da grande prisão que é esse mundo que não nos deixa expressar o que queremos sem nos criticar, nos destruir.

A moça resolveu dançar em cima do palco aderindo a uma das condições de tal posição. Não é culpa dela, do cantor, nem de ninguém em particular. Nós, em conjunto, é que somos perigosos. Afinal, quando estamos em grupo fazemos coisas que não fariamos sozinhos. Talvez por falta de coragem, mas é claro que quando acompanhados nós temos a tendência de jogar o super-ego, em algum nível, para bem longe. Num lugar que não nos incomode por esse ínfimo momento.

Todos a condenam pelo fato de ser uma educadora de meninos de 5 anos na escola pública. Então será que essas pessoas acreditam que a professora dança assim na sala de aula ao invés de ensinar? O que dizer sobre as pessoas que deveriam estar pondo em ordem esse país com imensa capacidade de ser maravilhoso e estão roubando e colocando cachorro do amigo, que é amigo do tio da namorada do neto de alguém para dar salários astronômicos sem precisar de ir trabalhar. Isso sim é ser sem-vergonha, sem escrúpulos ou brio.

O que a mulher fez ou não jamais deveria influenciar a vida de trabalho dela, afinal não há nenhuma prova, nem mesmo desconfiança, que ela faça o que fez no show numa sala de aula. No Brasil, acredito eu que 125% dessa população faz sexo com alguma frequência. Coloquei vinte e cinco a mais considerando um número hipotético de pessoas que seguem a ditadura católica do celibato- ops, que não seguem tal regra. Não entendo, considerando que todos nós sabemos o que é bunda, peito, sexo; condenamos ela. Nós vivemos num mundo que tem o programa do Faustão com aquelas dançarinas quase nuas, nas praias idem. O único apetrecho que finge que tais mulheres não estão nuas é aquele pequeno triangulozinho acima da divisória das bandas da bunda. Aliás bunda e brasileiro são inseparáveis. Até no nome do nosso país tem uma bunda! Atenção para o Brasil!

Tamanha hipocrisia dizer que as crianças não podem saber o que é aquilo. Então as crianças não devem ter educação sexual, tem que crescer cheia de preconceitos, de escrúpulos para no dia do casamento ter medo de… Ah, conta outra!

Ela foi retirada do emprego de forma ridícula e ainda dizem que foi um acordo entre a professora e a escola, já que ela tinha sido exposta a situações inaceitáveis. Piada. E muitas pessoas sabem que se ela for à justiça e se essa última não for injusta dará a ela toda a razão. Ela estava fora do ambiente de trabalho, oras! E se as crianças quiserem mexer no computador para assistir vídeos “impróprios” elas o farão e muito melhor que muito adulto.

O que a sociedade gosta é da mentira, afinal todos sabemos que o outro faz milhares de gestos e atos relacionados a sexualidade, mas não podemos ver isso porque é imoral saber que os outros fazem? Tem incoerência por aí.

Agora deixar ladrões de rios de dinheiro serem absolvidos? Para que falar nisso?Para que lembrar dessas bobagens? É por isso que muita gente fala que esse país(perdoem-me o termo, senhores e senhoras escrupulosos) é uma merda. Tanta bunda num senado para fazerem o que toda bunda faz, sentar no vaso sanitário e fazer essa cagada na política brasileira!





Saudades do campo de batalha

16 07 2009

Sede! Quanta sede! Esse sentimento que me queima a garganta não é tão simples de resolver. Não é um simples copo d’água que mudará meu estado. Minha sede é de ação. Luz, câmera e ação para ser mais preciso. Preciso liberar as criações da minha cabeça, senão não vai haver espaço para estudo! Eu senti, que nos últimos tempos, eu andava meio sem energia. Não conseguia estudar, escrever, nada!  Agora que descobri a fonte dos meus problemas. Vou gastar até o último suor para me sentir livre para pensar de novo!

 

(Só um desabafo mesmo.)





Amor, uma ideia inalcançável?

25 05 2009

Fenômeno com certeza não é.  Fenômeno é tudo aquilo que aparece e o amor não é um deles. O que é então, o amor? É sentimento, emoção, pois você não pode observar ou tocar, malmente definir em poucas palavras. O que se pode ver não é o sentimento em si, tentamos – porém – enxergar tal emoção nas relações de outrem. A certeza, todavia, é quando nos ocorre, pois nós sentimos.

Ao nascer, nós não somos tábulas rasas como dizia John Locke, filósofo inglês. Já temos algumas respostas cerebrais, como todo e qualquer animal. A diferença se dá entre um gato e um homem quando vemos que o gato já nasce com comportamentos próprios e nós aprendemos a ser humanos. Aprendemos também a conceituar tudo. O ser humano sabe o que ocorre em Marte, mas até hoje não consegue conceituar o  amor. Isso ocorre, pois algo que acontece no campo metafísico não pode simplesmente ir para o campo lógico, físico.

Quando nos é dita a frase “aprender a amar”, quer dizer que nós aprendemos a criar e seguir regras de convivência para com a pessoa amada.

Muitas pessoas ao definir o amor trazem o conceito de alma gêmea que, como premissa básica, entende o humano como um ser que precisa de complemento. Isso pode se transformar num amor doentio baseado na necessidade, na sede de alguém que lhe proteja, como um bebê indefeso. Em contrapartida existe o amor de Platão, que conceituava-o  como fazia com o conhecimento. O saber nunca será alcançado, pois vive no mundo das ideias, assim como o amor. Se nós pudéssemos tocar, o amor perderia toda a sua magia.

A magia do amor está na sua não-definição, não sendo apenas um conjunto de reações fisiológicas, muito menos algo que aprendemos a fazer ou ainda um conjunto simplista como estímulo-resposta, que ditaria leis de como fazer uma pessoa amar outra. O sentimento não nasce para ser explicado e sim para ser sentido.

Tudo na vida é engolido pelo Tempo., inclusive a própria vida. Porque não aconteceria com o amor? Amor é se entregar, é desejar e sentir. Essas coisas não acontecem para todo o sempre. Paixão é fogo que arde e que seja, como diria Vinícius, eterno enquanto dure.

ps: Essa foi a redação que escrevi hoje sobre o tema “Amor é um fenômeno ou um sentimento?”





O abraço

9 05 2009

O céu se escurece. As criaturas da noite se apresetam para honrar a maldição cainita. Pessoas se escondem com medo de serem capturadas para o eterno anoitecer.

Pernas deixam-se levar pela insaciável vontade de se aquecer. Outras pessoas fogem pela vontade de viver. A lei natural se impõe: A caça e o caçador.

As mãos do vampiro envolvem a presa como o vento frio que lambe a face às portas da morte. A hesitação inicial se esvai com a força vital – vagarosamente. Cada gota de prazer é saboreada pelo vento frio. A visão da vítima anoitece diante de tamanho torpor.

A maldição do primeiro assassino, filho de Deus, é passada a diante mais uma vez.





Destino

5 05 2009

Destino diz respeito a ordem natural estabelecida do universo. Geralmente é concebido como uma sucessão inevitável de acontecimentos provocados ou desconhecidos. O destino é muito usado para tentar explicar o absurdo dos acontecimentos existenciais (na acepção, absurdo deve ser traduzido como algo não-explicável no âmbito do conhecimento homo sapiens utilizando-se do método científico), assim também, como a responsabilidade dada as divindades para tais acontecimentos    – Wikipedia

Eu não acredito que exista algo que determine o seguimento da nossa vida, como um livro já escrito. Nós escrevemos o nosso próprio livro e muitas vezes gostaríamos de rasurar, arrancar umas páginas, mas que todas são publicadas imediatamente(afinal você vive em grupo e eles atestam tais acontecimentos). Acredito porém num outro sentido que a palavra pode trazer que é um destino que eu criei. Algo que eu gestei junto com o meu desenvolvimento corpóreo e psicológico durante minha vida. De acordo com as experiências que tive e alguma carga genética, minha vida vai tomando um certo rumo e me mostrando qual a melhor forma de me sentir completo, não só a soma das partes, como meus braços, pernas, cérebro, coração, mas sim um todo, um sujeito social que é  auto-denominado e chamado pelos outros de Diego.

Em alguns momentos da minha vida, fui aprendendo e apreendendo aspectos do mundo interno e externo. Diante dessa interiorização aprendi e ainda aprendo o quão planejável pode ser o meu futuro, ainda que possa modificá-lo na hora que eu quiser.

Por isso, quando falo que seguia por um determinado caminho e escolhi outro, não quer dizer que estava escrito que eu ia fazer isso. Eu, com minhas vivências, descobri que não era bem por ali, mas por aqui. A vida é feita de escolha. Cada escolha ocasiona numa consequência, mas nada é determinista ao ponto de dizer que não se pode mudar, ou que não há tempo.

Até mesmo matar, na lei brasileira, não é proibido. Basta saber se você quer passar por todas as consequências desse ato, mas não há uma proibição. Existe a sanção. Como a nossa própria vida. Nós fazemos nossas escolhas, podemos mudar de pensamento e, por consequência, mudar nossa interação com o mundo.

Assim, como eu posso mudar o sentido da palavra, eu posso mudar o sentido da minha vida.





There and Back again

5 05 2009

Não, eu não vou reescrever Senhor Dos Anéis. Eu estou apenas retomando o que é meu de direito e minha criação. Agora, utilizarei este blog para postar minhas redações que fizer durante o ano, textos sobre filmes, roteiros, contos, ideias(ahá! isso é para Tito.), portanto – terei assunto de sobra para escrever por aqui e isso vai ficar entupido de letras como nunca.

Muitas pessoas conhecidas minhas pensam que minha atitude de largar um curso superior foi de uma coragem impressionante, outros pensam que foi irresponsabilidade. O fato é que eu me sinto feliz por tê-lo feito.

Um mês atrás, estava tocando violão no cursinho Módulo e a diretora me convidou para fazer um show de voz e violão.  Duas semanas depois, fiz o show. De noite, no mesmo dia, eu fui ao show da “Banda de Boca”(que por sinal é muito bom!)  e lá para o meio do show eles param para interagir com a plateia. Dentre outras coisas, perguntaram se alguém já havia imitado o som de um instrumento. Eu timidamente levantei a mão, mas logo depois abaixei, com medo de ser visto. Um sujeito lá em cima do palco disse: EU VI! – Desceu e veio em minha direção para perguntar qual era o instrumento. Eu falei que sabia imitar uma cuíca. Ele fez uma cara de espanto e disse cuíca? Eu quero ver! Aí eu imitei o som e todos riram inclusive minha irmã que foi comigo para o show. Eu fui chamado para o palco, juntamente com mais duas pessoas da plateia e fizemos sons acompanhando a banda durante a música. O som da cuíca finalizou o grande samba e todos riram de novo e aplaudiram. Foi muito, muito interessante a sensação que tive. Eu senti que aquela energia era muito gostosa e que eu queria repeti-la.  Não suficiente, fui ao Bondcanto – no dia seguinte – para o aniversário de um amigo e lá cantamos a música de sempre. “Garçom”. Cantamos uma bônus que foi Sandra Rosa Madalena. Fomos aclamados pelo povo que ria quando meu amigo dizia “Vai, Pavarotti” e eu entrava com voz de tenor. Hahahah

Acho que a conclusão que eu tiro disso é: Porque eu não vi isso antes? Parece que eu tenho uma ligação com palco ou câmera.  Sempre fui atraído para esse tipo de situação, caso contrário, porque teria me envolvido com filmagens amadoras desde 2006que foram ficando sérias e cantado e feito alguns poucos e tímidos shows senão fosse uma grande ligação com a arte?

Acredito que nos vemos por aí, porque depois desses acontecimentos, decidi que iria aceitar o meu destino e cantar e fazer filmes. Vai que algum dia vocês me vêem em algum barzinho por aí?





Crise

19 01 2009

Whoa! Not being a pychologist almost had me and my blog!

É, o mundo está em crise, eu também estou  e por isso resolvi falar, não sobre o mundo, mas sobre a própria crise.

Eu disse que não abandonaria esse espaço onde tenho o prazer de escrever muitas coisas. Este blog nunca foi como os outros – feitos para dar notícias, ou algo assim – nunca tive regularidade para com as coisas que escrevi por aqui, mas dessa vez foi tempo demais. Isso tudo se deve à tal crise pela qual estou passando.

Primeira coisa: O que é crise?

- Crise é o momento o qual representa um pedido de mudança, não para algo melhor ou pior, mas simplesmente para o diferente. Essa não é a definição do dicionário, essa é a minha forma de ver uma crise. Continuando… Crise ainda pode ser simplificada para uma simples frase. “Crise é o momento que antecede a mudança”. (Essa frase, apesar de estar entre aspas, é minha)

Quando passamos por algo difícil, dizem as religiões com um outro nome que é provação; é para que nós sejamos diferentes e que nos adaptemos a uma nova forma de vida, por isso, mesmo que sejam difíceis, as provações são necessárias e boas.

É. Esse é um ponto interessante! Afinal, toda vez que o ser humano se vê à margem de um problema, por assim dizer, ele sofre, se “humaniza” e se adapta, ou não. Como eu mencionei no meu último texto, eu tinha um certo ceticismo, mas agora me vejo diferente assim como ao mundo. Eu vejo dois lados do homem, afinal desde o começo, o homem é bem dual. Desenvolve sua inteligência para no fim se tornar um ser destrutivo com relação até mesmo a si próprio. Isso, então, pode ser chamado de inteligência? Pode. Afinal, esse mesmo homem que destrói, cria novas tecnologias para nos darmos bem nesse ambiente em que vivemos! Portanto, o ser humano é um ser triste, mas belo.

Essa crise econômica toda precede um outro momento, uma mudança de pólos, afinal são os EUA que estão ruindo. E engraçado, essa nação foi a mais rápida ao subir no poder e a mais rápida para cair também. O mundo inteiro sofre, óbvio, pois dependemos desses sujeitos que se dizem americanos(esquecendo-se, porém, que não são os únicos do continente), ou melhor dizendo, estadunidenses. Eu não vou entrar na fria de chutar o novo império que tomará tudo das mãos deles, sei apenas que não somos nós, os brasileiros. No fim das contas, o que eu quis dizer é que a situação está ruim, mas vai mudar, não para melhor, ou pior, mas para o diferente(ou seja, somente digo que o próximo império será  OUTRO).

Há, no momento uma outra crise acontecendo. Essa é comigo. Como vocês sabem, eu saí do curso de psicologia, mas isso não significa que estou vivendo num mar de flores. Significa apenas que eu fiz uma escolha de mudar e agora vou sofrendo as consequências desses meus atos. Por enquanto são pequenas, como eu ter que ler vários livros de vestibular, ter que estudar assuntos de colégio de novo para concorrer por uma cadeira na universidade que eu me propus a fazer. A crise me mostra que o mundo é assustador lá fora e eu estou com medo agora, para poder enfrentá-lo no futuro com as minhas armas que serão diferentes.

ps: Quando comecei a escrever esse post, pensei que tomaria outro rumo. Comecei-o antes do ano novo, e pensava em uma crise minha em um campo diferente desse que expus, mas assim como se foi o ano de 2008 e veio o de 2009, eu larguei alguns medos e ganhei umas energias.

Ah, feliz ano novo a todos! Espero que tenham ocorrido mudanças tão boas quanto as que ocorreram comigo.